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Metro Básico

Publicado em 11/03/2004 (revisto em 02/10/2008)

O metro é a unidade do Sistema Internacional de unidades para a distância entre dois pontos no espaço.

A noção de espaço vem do caminhar, do ver, do andar, do tactear, da vontade de descobrir o nosso Universo, do voar, navegar etc…

Durante muitos anos as distâncias eram medidas através de partes do corpo como a polegada, o palmo de uma mão, o passo, a jarda, a braça, o côvado, o cúbito. Esses padrões variam de pessoa para pessoa, não permitindo obter medidas de grande precisão.

O metro é uma unidade de distância independente das unidades anatómicas do ser humano. No século XVII, surgiu, em França, a toesa como forma de medida e utilizada como unidade linear, constituída por uma barra de ferro com dois pinos nas extremidades.

Tentou-se, seguidamente, estabelecer uma unidade natural que constituísse um padrão de medida e tivesse os seus submúltiplos estabelecidos segundo o sistema decimal. Esse padrão poderia ser encontrado na Natureza, sendo mais fácil obter uma cópia.

Em França, Talleyrand estabeleceu que a nova unidade deveria ser igual à décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre (sendo depois proclamado como lei francesa).

Essa nova unidade passou a ser chamada metro (em grego, metron significa medir), e é simbolizada pela letra m. Os astrónomos franceses Delambre e Mechain foram designados para medir o meridiano, usando a toesa como unidade. Mediram a distância entre Dunkerque (França) e Montjuich (Espanha).

Chegou-se a uma distância que foi materializada numa barra de platina de secção rectangular de 4,05 x 25 mm. O comprimento dessa barra era equivalente ao comprimento da unidade padrão metro, que assim foi definido como a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre. Portanto pode-se concluir que o meridiano deve corresponder a 40.000.000 m.

A légua também é usada em alguns locais e corresponde a 4828 m. A milha terrestre é a medida mais frequente nos Estados-Unidos e vale 1.609,344 m. A milha náutica (mn) corresponde a 1852 m e é usada em navegação marítima ou aérea. O nó é o valor da velocidade igual a 1 mn por hora.

Até 1983, o metro foi definido pelo comprimento de uma barra de uma liga metálica especial (o “metro padrão de Sèvres”, guardado no mesmo sítio que o quilograma padrão).

O metro era a distância entre os eixos de dois traços principais marcados na superfície neutra do padrão internacional depositado no B.I.P.M. (Bureau International des Poids et Mesures, em Paris), à temperatura de zero graus Celsius e sob uma pressão atmosférica de 760 mmHg e, apoiado sobre os seus pontos de mínima flexão.

Para cada laboratório poder efectuar medições de distâncias, tinha que se adquirir uma cópia dessa barra metálica, ou pelo menos, uma régua calibrada numa liga menos nobre. O Instituto Superior TécnicoLink externo possui uma dessas réguas de precisão em latão.

Naturalmente, os limites de precisão deste padrão advêm do facto da definição ser pouco clara e universal (qual meridiano?), e pelo facto do material em que é feito a barra padrão poder ter deformações micrométricas.

Na sequência da Teoria de Relatividade Restrita de Einstein, em que a velocidade de propagação da luz no vazio é uma constante fundamental da natureza, c = 299 792 458 m/s, e como o segundo é definido com uma precisão relativa muito superior ao da barra padrão em França, o metro passou, em 1983, a ser definido indirectamente, a partir da medida do tempo em segundos (s):

O metro é uma unidade de distância que se define como o comprimento da trajectória percorrida no vácuo pela luz durante um intervalo de tempo que corresponde à fracção 1/299792458 de segundo.

Autor e Créditos

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Referências Bibliográficas

  • [1] Brogueira, P., et al., Introdução à Física, 1992, MacGraw-Hill de Portugal, Lda.
 

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