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Oxigénio Básico

Publicado em 11/11/2009 

O oxigénio na Natureza

O oxigénio é o terceiro elemento mais abundante no universo existindo, na Terra, sob diversas formas. Cerca de 45% (em peso) da crosta terrestre é constituída por oxigénio. Aí ele ocorre sobretudo na forma de óxidos dos diversos elementos (silicatos, carbonatos, fosfatos, etc).

Na atmosfera, o oxigénio molecular Player, corresponde a cerca de 20.95% em volume e a 23.15% em peso.

O oxigénio também está presente como constituinte da água Player – H2O – que compõe os nossos oceanos e mares Player. Nesta existe também oxigénio sob a forma de O2 dissolvido, que suporta grande parte da vida na água. A história do oxigénio molecular na atmosfera (bem como o dissolvido na água) varia grandemente ao longo da existência da Terra e está intimamente ligada ao aparecimento de vida no planeta. No sistema solar o planeta que mais oxigénio tem na atmosfera a seguir à Terra, é Marte – apenas 0.15%, sendo uma diferença bastante considerável.

De facto, o oxigénio existente, hoje, na atmosfera provém da fotossíntese. De acordo com os dados actualmente existentes a fotossíntese começou há cerca de três mil milhões de anos atrás, mas o oxigénio produzido era consumido ao oxidar ferro (II) a ferro (III). Durante mil milhões de anos o nível de oxigénio na atmosfera subiu apenas até a 1%. Nessa altura, há dois mil milhões de anos, apareceram cianobactérias e posteriormente, há cerca de quinhentos milhões de anos, as primeiras plantas terrestres. Estes marcos evolutivos fizeram com que a quantidade de oxigénio na atmosfera subisse de forma relativamente rápida para os cerca de 20% que existem hoje. Assim, o oxigénio na nossa atmosfera, se é por vezes descrito como suporte para a vida, ele é mais que isso: é uma das consequências da vida na Terra.

Uma outra forma particularmente relevante sob a qual o oxigénio aparece na natureza é a do ozono Player – O3. O ozono é um poluente, quando encontrado na troposfera (a parte da atmosfera que está junto à crosta terrestre), mas é um escudo crucial contra as radiações nocivas do sol, quando na estratosfera (20 a 40 quilómetros acima do nível do mar). O ozono que existe junto à superfície forma-se a partir do NO2 libertado pelos escapes dos carros e é tóxico para plantas e animais (ser humanos incluídos naturalmente). Por sua vez, o ozono na estratosfera absorve radiações, com comprimento de onda entre os 230 e os 290 nanometros, que podem ser extremamente nocivas para as células, protegendo a vida do seu efeito nefasto.

O oxigénio tem três isótopos naturais:

  • O-16 (99.76%)
  • O-18 (0.2%)
  • O-17 (0.04%)
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