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Platina Básico

Publicado em 28/10/2008 

Aplicações

Não deixa de ser admirável notar que, sendo a platina um material raro que tem aplicações industriais, tecnológicas e médicas muito relevantes, quase metade da produção mundial anual escapa a estas utilizações e é, em vez disso, direccionada para a joalharia. Dessa platina, metade é destinada ao mercado japonês, muito apreciador das jóias em platina. As outras aplicações da platina, nomeadamente como catalisador para automóveis, tem feito o preço da platina aumentar e o consumo de platina para joalharia decresceu significativamente de 2005 para 2006.

A segunda maior porção das utilizações da platina é a sua aplicação em catalisadores. Neste campo, uma das aplicações mais disseminadas da platina é a dos catalisadores presentes nos automóveis. A platina, a par com o paládio, aí presente catalisa reacções que têm como objectivo "limpar" os gases de escape do automovelTooltip. Estas reacções incluem a conversão do monóxido de carbono (que é fortemente tóxico) em dióxido de carbono e também a oxidação dos hidrocarbonetos não queimados no motor e efectuar redução de óxidos de azoto. O conteúdo típico de platina nos catalisadores é de menos de 2g mas, devido à elevada dispersão em que os átomos de platina se encontram no catalisador, a área da superfície reactiva é muito elevada. De referir que a utilização de catalisadores que empregam paládio em vez de platina tem vindo a aumentar.

Os aviões utilizam catalisadores com platina nos seus filtros de ar, para converter o ozono encontrado a grandes altitudes, em oxigénio para que possa ser respirado pelos ocupantes.

As propriedades catalíticas da platina são também aproveitadas na indústria química, por exemplo no fabrico de ácido nítrico – onde amónia é queimada na presença de platina para produzir óxido nítrico (monóxido de azoto). Muitos outros processos catalíticos, na indústria química e dos petróleos, utilizam também catalisadores à base de platina. Por exemplo a produção de silicone, benzeno e xilenos também envolve catalisadores à base de platina.

A platina é utilizada em eléctrodos nas células de combustível. Esta aplicação encontra-se já disseminada em aeronaves de exploração espacial, e começa a ganhar cada vez mais relevância na indústria automóvel pelo que se prevê que a procura de platina para este fim aumente.

A possibilidade de criar folhas de platina de cerca de cem átomos de espessura, aliada à sua estabilidade, torna-a também uma escolha ideal para camadas protectoras em aparelhos e equipamentos que o necessitem.

Uma aplicação muito importante da platina é a que faz uso do composto cis-platina. A cis-platina é um composto utilizado em procedimentos de quimioterapia para tratamento de pacientes com cancro. Para além da cis-platina outros compostos com platina são utilizados para o mesmo fim.

Uma outra aplicação interessante da platina no campo da medicina é o facto de serem utilizados eléctrodos de platina nos pacemakers que são implantados em pacientes para manter um ritmo estável dos batimentos cardíacos. A escolha da platina neste caso deve-se ao facto desta ser extremamente estável, difícil de oxidar e bastante bem tolerada – o que é obviamente uma qualidade desejável num aparelho da natureza e importância de um pacemaker.

A platina é ainda utilizada, por exemplo, para protecção dos discos rígidos de computadores, nos ecrãs de cristais líquidos (LCDs – liquid cristal displays) e em ligas para utilização em próteses dentárias.

A platina é comercializada sob a forma de lingotes e moedas para fins de investimento.

Uma outra aplicação curiosa – se é que se lhe pode chamar aplicação – é o facto de existir em Paris, guardada dentro de um cofre, uma barra de uma liga platina-irídio que serve como padrão mundial do quilograma – a unidade de peso do Sistema Internacional. A escolha desta liga deve-se, precisamente, à elevada inércia química deste elemento, o que lhe confere a estabilidade necessária para se tornar um padrão para a unidade de massa. O metro também já foi definido com base numa barra da mesma liga mas, actualmente a definição do sistema internacional baseia-se no comprimento da luz emitida por uma lâmpada de kripton.

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