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Vias de degradação do herbicida atrazina Intermédio

Publicado em 18/11/2005 

Ao longo dos últimos anos tem sido descrito o isolamento, a partir de locais poluídos em diferentes regiões geográficas, de microrganismos capazes de metabolizar o herbicida atrazina. A degradação microbiana da atrazina poderá ocorrer através de reacções de desalogenação hidrolítica, N-desalquilação ou desaminação. A desalogenação hidrolítica refere-se à remoção do cloro presente na molécula da atrazina (Mandelbaum et al., 1993; Bouquard et al., 1997 Link externo). As reacções de desalquilação conduzem à remoção das cadeias laterais alquilo do herbicida. Alguns microrganismos degradam a atrazina por reacções de N-desalquilação produzindo desetilatrazina (DEA) e desisopropilatrazina (DIA) (Behki & Khan, 1986; Nagy et al., 1995 Link externo). Estes produtos de degradação podem ainda sofrer nova desalquilação para serem convertidos em desisopropildesetilatrazina (Ellis et al., 2003 Link externo). As reacções de desaminação, remoção dos grupos amino, permitem aos microrganismos utilizar o azoto dos grupos amino da molécula da atrazina (Radosevich et al., 1995 Link externo; Ellis et al., 2003 Link externo).

Os produtos de desalquilação (DIA e DEA), tal como a atrazina, funcionam como desreguladores hormonais (Oh et al., 2003 Link externo), podendo ainda oferecer um maior risco de contaminação das águas do subsolo, devido à sua mobilidade (Thurman et al., 1994 Link externo). Desta forma, a mineralização de atrazina (sua conversão completa em CO2 e em NH3) é importante na  biorremediação de solos comprometidos com este herbicida.

Na literatura estão descritas bactérias com capacidade para mineralizar a atrazina como fonte de azoto, com libertação dos átomos de carbono do anel sob a forma de CO2 (Mandelbaum et al., 1995 Link externo; Struthers et al., 1998 Link externo). As vias de degradação incompleta/mineralização da atrazina por microrganismos estão incluídas na base de dados de biodegradação de poluentes ambientais “ The University of Minesota Biocatalysis/Biodegradation Database” http://umbbd.ahc.umn.edu/ Link externo ; Ellis et al., 2003 Link externo, preparada e actualizada com o objectivo de fornecer ao utilizador informação acerca de um conjunto de compostos tóxicos (908; Novembro de 2005), suas vias de degradação, bem como os microrganismos envolvidos.

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Referências Bibliográficas

  • [1] Mandelbaum, R.T., Wackett, L.P. e Allan, D.L., Rapid hydrolysis of atrazine to hydroxyatrazine by soil bacteria, Environ. Sci. Technol. 27, 1943-1946, 1993.
  • [2] Behki, R.M. e Khan, S.U., Degradation by Pseudomonas: n-Dealkylation and dehalogenation of atrazine and its metabolites, J. Agric. Food Chem. 34, 746-749, 1986.
 

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