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Vectores de clonagem Básico

Publicado em 18/11/2005 

A Tecnologia do DNA recombinado consiste na criação de novas combinações de material genético, partindo de moléculas de DNA de origem diferente. Os vectores de clonagem são materiais biológicos essenciais para levar a cabo uma estratégia experimental de clonagem de DNA.

A grande parte dos vectores usados para a clonagem de genes ou de outros fragmentos de DNA, são os plasmídeos que ocorrem naturalmente em muitas espécies bacterianas. Esses plasmídeos são úteis para a expressão de genes de qualquer organismo na célula hospedeira de onde foram originalmente extraídos, pelo facto de nela serem capazes de replicar, de forma independente do cromossoma. De facto, como são capazes de replicar na célula hospedeira podem assim transmitir a nova informação genética às gerações seguintes. No entanto, estes plasmídeos naturais para poderem ser usados em clonagem, terão de apresentar outras características, o que implica por vezes modificá-los geneticamente, de forma a que se tornem verdadeiramente úteis.

Os plasmídeos possuem uma região, designada origem de replicação, que é essencial para a sua replicação e que assim assegura a sua transmissão à descendência da célula bacteriana. É pois crucial que esta região não seja alterada no processo de clonagem. Nos vectores de clonagem deverão ainda estar presentes regiões que codifiquem proteínas que permitam evidenciar certas características com vista à identificação rápida e assim a selecção das células que os contenham (saber mais). São as chamadas  marcas genéticas de selecção.

 Outra região importante dos vectores de clonagem  é o local de múltipla clonagem (MCS, do inglês ), que facilita a execução do processo de introdução do DNA in vitro. Neste local existe uma sequência de nucleótidos reconhecida por diversas enzimas de restrição, devendo haver um único local de corte, para cada uma das enzimas. Encontrando-se um MCS no vector de clonagem é possível usar qualquer uma das enzimas de restrição cuja sequência de reconhecimento esteja presente no mesmo, sendo o corte, e consequente abertura do vector, um passo essencial na clonagem do fragmento de DNA.

Autor e Créditos

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Comentário feito por Leandro Ribeiro em 30 de Novembro de 2007 às 00h00m

Bom dia! Após ler o vosso artigo fiquei com uma dúvida: deverá a tradução de MCS ser Local Múltiplo de Clonagem? Encontro esta designação em todo o lado, mas parece-me incorrecta. Multiple Cloning Site designa um Local (site) onde ocorrem múltiplas clonagens, mas não um "local múltiplo". Aliás, não sei o que poderá significar "local múltiplo" seja em que contexto for. Estou a interpretar incorrectamente ou esta foi uma tradução pouco feliz que passou para uso corrente? Ficaria eternamente agradecido se me pudessem responder a esta dúvida, uma vez que estou a trabalhar numa apresentação relacionada com manipulação genética da bactéria E.Coli. Mas aproveito para vos dar os parabéns pelo site, que acho espantoso, necessário, relevante e de uma qualidade científica admirável. Visito-o regularmente. Atenciosamente, Leandro Ribeiro email: leandroribeiro@gmail.com

Comentário feito por Editora - Grupo de Ciências Biológicas do IST em 07 de Janeiro de 2008 às 00h00m

Tem toda a razão na chamada de atenção que faz. Como compreenderá,  é muito difícil fazer uma correcção cuidada de todos os conteúdos e  ilustrações produzidas. O uso corrente, mesmo que indevido, de  certas traduções faz com que se não detectem esses aspectos com facilidade. No entanto são, como refere, aspectos importantes.  Penso que locais de múltipla clonagem (ou de clonagem múltipla) será apropriado. Também se não pode fugir muito do texto/espírito da nomenclatura inglesa. Obrigada pela sua mensagem e atenção. Se encontrar outras falhas, pf, não deixe de fazer um comentário. Cumprimentos, Isabel Sá Correia

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