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David Hilbert (1862 - 1943)

Publicado em 23/09/2009

Hilbert
David Hilbert
Fonte da imagem: MactutorLink externo.

“Nós precisamos saber. Nós saberemos”. (Hilbert)

David Hilbert, filho de Otto e Matia Therese Hilbert, nasceu no dia 23 de Janeiro de 1862, em Königsberg, na antiga Prússia, hoje Kaliningrad, Rússia.

No Outono de 1872 entrou para o Friedrichskolleg Gymnasium, mudando-se em 1879 para o Wilhelm Gymnasium onde se graduou em 1880. Entrou ainda nesse ano para a Universidade de Königsberg onde conheceu Hermann MinkowskiLink externo. Rapidamente se tornaram amigos e trabalharam sobre influência mútua.

Em 1885 Hilbert conseguiu obter o doutoramento com uma tese escrita sob a orientação de Ferdinand von LindemannLink externo, com o título “On the invariant properties of special binary forms, in particular the spherical harmonic functions”.

Foi professor na Universidade de Königsberg desde 1886 até 1895, ano em que, por influência de Felix KleinLink externo, conseguiu a posição de Professor de Matemática na Universidade de Göttingen, na época o principal centro de investigação de matemática do mundo. Nessa universidade teve oportunidade de ensinar e colaborar com alguns dos maiores matemáticos do início do século XX: Hermann WeylLink externo, Ernst ZermeloLink externo, John von Neumann e ainda Emmy Noether.

Entre 1915 e 1916 esteve em competição com Einstein pela publicação das equações de campo da relatividade geral, tendo sido vencido por cinco dias.

Em 1933, com a ascensão Nazi, viu muitos dos seus colegas e amigos serem pressionados e forçados a abandonar a universidade, entre os quais, Weyl e Noether.

Morreu em 1943.

Hilbert é o autor de uma lista de 23 questões em aberto na matemática, algumas das quais ainda hoje são tópicos de investigação. No seu discurso “The Problems of Mathematics” identificou problemas como a Hipótese do Contínuo, a Hipótese de Riemann, a boa ordenação dos reais, etc.

Hoje em dia é conhecido pela noção de espaço de Hilbert, utilizada para designar um espaço vectorial complexo, normado e completo, usado frequentemente, por exemplo, em mecânica quântica.

Autor: Marco Robalo

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