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Tecnologia de DNA recombinado

Publicado em 15/06/2005 

O desenvolvimento da tecnologia do DNA recombinado (rDNA) in vitro (ou seja, em tudo de ensaio, no laboratório) tornou possível um enorme salto em frente no conhecimento científico e no potencial de inovação na área das Biociências. De facto, veio viabilizar o replaneamento dos sistemas e processos biológicos muito para além do alcance da evolução natural.

A tecnologia do DNA recombinado permite criar novas combinações de material genético, capaz de ser herdado, a partir de moléculas de DNA que podem ser de origem diferente. A criação destas combinações (moléculas quiméricas) recorre a uma estratégia denominada clonagem de genes, que utiliza como ferramentas biológicas principais as enzimas de restrição, que actuam como umas “tesouras”, muito precisas, para cortar o DNA, a DNA ligase, que liga esse DNA fragmentado e os vectores de clonagem que funcionam como veículos para a introdução e transmissão da nova informação genética às novas gerações celulares.

Para tal, as moléculas de rDNA, construídas de novo, são introduzidas em organismos hospedeiros adequados, que frequentemente não são os hospedeiros naturais, onde poderão ser expressas, multiplicadas e transmitidas às novas gerações. Existem vários métodos para concretizar essa introdução das moléculas de rDNA na célula hospedeira, estando a selecção do método mais apropriado dependente do sistema biológico em questão.

Após introdução das moléculas de rDNA nas células hospedeiras (frequentemente na bactéria Escherichia coli) há que proceder à selecção, em meios selectivos, das colónias constituídas por células idênticas que contém o rDNA pretendido. Este é constituído pelo vector de clonagem no qual o fragmento de DNA de interesse foi inserido.

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